Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

Mäyjo, 01.03.15

Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

Alimentos geneticamente modificados estão cada vez mais presentes nos pratos dos consumidores sem estes o saberem, uma vez que muitas carnes e lacticínios têm sido produzidos a partir de animais alimentados com dietas provenientes de culturas transgénicas, refere o Huffington Post.

Vários activistas e organizações estão alarmados com esta situação e apelam à introdução de um regime de rotulagem que obrigue os fabricantes e revendedores a identificar os produtos feitos a partir de animais alimentados com dietas geneticamente modificadas.

De acordo com o agregador, cerca de 30 milhões de toneladas de alimentos transgénicos para consumo animal são importados para a Europa todos os anos, de forma a alimentar suínos, aves, gado e peixes de viveiro.

Grande parte da soja e do milho utilizado é cultivado na América do Sul, incluindo o Brasil, a Argentina e o Paraguai, onde o cultivo tem sido associado a graves violações dos direitos humanos e ambientais.

No Reino Unido, os alimentos que contenham material transgénico para consumo têm de ter rótulo. No entanto, comida para consumo humano que seja proveniente de animais alimentados com dietas transgénicas – carne, peixe, leite e seus derivados – não precisam de ser rotulados. Isto significa que os consumidores podem, inadvertidamente, alimentar-se de produtos geneticamente modificados.

Em França, a Carrefour lançou em 2010 um sistema de rotulagem para informar os clientes que os animais usados para produzir alimentos não foram alimentados com transgénicos. A empresa tomou esta medida após ter verificado em sondagens que 60% dos seus clientes deixariam de comprar alimentos nos seus hipermercados caso soubessem que eram produzidos a partir de animais alimentados a transgénicos.

Sistemas semelhantes estão a começar a ser adoptados por outras redes europeias de hipermercados, ainda de acordo com o Huffington Post.

Foto:  moohaha / Creative Commons

UM PULMÃO VERDE NO CENTRO DA CIDADE DO MÉXICO

Mäyjo, 01.03.15

Um pulmão verde no centro da Cidade do México (com FOTOS)

O atelier de arquitectura regenerativa Taller 13 apresentou um ambicioso plano para a recuperação urbana de uma das áreas mais icónicas da Cidade do México, a Ciudad Deportiva. A proposta de reabilitação pretende criar um espaço público integrado que compreende 12,7 hectares de espaço para actividades desportivas e recreativas e 153,5 hectares de infra-estruturas verdes, que incluem espaços comerciais e de entretenimento.

Segundo os arquitectos, o projecto baseia-se na integração dos sistemas de água do local e de espaços verdes no quotidiano dos mexicanos. A área que engloba a Ciudad Deportiva está localizada na intersecção de dois dos rios mais importantes que atravessam a capital do México: Churubusco e La Piedad. O projecto pretende então aproveitar os recursos naturais e construir uma zona húmida que incorpore os cursos de água no estilo de vida dos habitantes da cidade.

Para a construção desta zona húmida dentro da cidade, os arquitectos pretendem utilizar materiais reciclados, biológicos e ecológicos, bem como incluir várias plantas nativas e rochas minerais, de maneira a manter as propriedades biológicas do solo, refere o Inhabitat.

“Numa cidade onde há falta de equidade social e de comunicação, pretendemos criar um espaço ao qual as comunidades possam pertencer. Esta ideia baseia-se nos elementos verdes infra-estruturais, onde a água é a conexão entre os dois lados da cidade e, portanto, o canal para a interacção social. Como forma de recuperar a bacia hidrográfica, a cidade precisa das suas fontes de água para permanecer viva”, indicam os mentores do projecto.

Desta forma, os arquitectos pretendem não só criar uma área urbana saudável e sustentável como também promover a sustentabilidade a nível local e consciencializar os cidadãos. Adicionalmente, o projecto prevê ainda a ligação das zonas residenciais envolventes através de uma ciclovia.

 

 

Como fazer um trabalho de projeto

Mäyjo, 01.03.15

ORGANIZAÇÃO DE UM PROJETO 

1.png

1. Escolher o tema/problema.

2. Decidir o que gostaria de saber sobre ele (os objetivos do trabalho).

3. Recolher dados/investigar.

4. Organizar a informação e registá-la.

5. Definir o modo de apresentação do seu trabalho.

6. Escrever um relatório, não esquecendo:

               • A INTRODUÇÃO - os objetivos do projeto;

                                               - a sua importância;

                                               - as fontes de informação;

                                              - o faseamento (o desenvolvimento do projeto).

               • O PROJECTO - a informação recolhida;

                                           - os resultados da investigação.

               • A CONCLUSÃO - as principais descobertas feitas;

                                               - eventuais sugestões para alteração do estado de coisas.

7. Apresentar o relatório escrito e os materiais da forma mais interessante possível.

8. Participar na avaliação do seu projecto e colaborar na avaliação dos trabalhos realizados pelos colegas.

 

Parâmetros a ter em conta na avaliação de um trabalho:

• Tema - Se está bem desenvolvido;

             - Se trata aspetos essenciais;

             - Se está escrito de forma clara (ideias organizadas, frases bem construídas e sem erros ortográficos).

• Apresentação - Letra/caligrafia legível, sem folhas riscadas ou cheio de emendas.

• Criatividade - Revelar alguma originalidade.

Homem já explica metade das alterações climáticas

Mäyjo, 01.03.15

Homem já explica metade das alterações climáticas

A atividade humana, e as emissões de gases com efeito de estufa associadas, já explica tanto quanto as flutuações normais do clima os fenómenos meteorológicos extremos no planeta em 2012, segundo um relatório científico divulgado na quinta-feira.

Os cientistas, que integraram 18 equipas de investigação, analisaram as causas dos 12 acontecimentos climáticos de intensidade excecional verificados em 2012, como a seca e o furacão Sandy nos EUA, a fusão recorde do gelo ártico ou as chuvas diluvianas no Reino Unido, na Austrália, no sul da Chiba e no Japão.

O relatório, publicado no boletim da Sociedade Meteorológica Americana, sublinha que "os mecanismos meteorológicos naturais e as flutuações normais do clima tiveram um papel chave nestes fenómenos".

Porém, acrescentam os autores, "em alguns casos, as análises revelam claramente que as alterações climáticas induzidas pelas emissões de gases com efeito de estufa resultantes das atividades contribuíram para estes fenómenos".

O diretor do Centro da Informação Climática da agência norte-americana para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês), Thomas Karl, disse, durante uma conferência de imprensa telefónica, que "este relatório aumenta a capacidade crescente da ciência do clima para melhor compreender a complexidade (...) destes acontecimentos da natureza".

O objetivo destas investigações é compreender se estes fenómenos meteorológicos poderiam ocorrer mais frequentemente e "se a sua maior intensidade resulta de fatores naturais ou ligados à atividade humana", disse Thomas Karl.

O documento aponta que o impacto humano sobre o clima pode ser responsabilizado pelas precipitações excecionais na Austrália, pela inédita seca invernal na Europa do Sul e pela seca na África Oriental.

Ao aquecimento global é ainda atribuída a responsabilidade pelas chuvas diluvianas na Nova Zelândia, quando em dois dias caíram 67 centímetros de água. Os cientistas atribuem esta precipitação a uma humidade acrescida produzida pela acumulação dos gases com efeito de estufa.

A vaga de calor no leste dos EUA, na primavera de 2012, é um dos exemplos onde a influência humana é mais óbvia, com os investigadores a explicar o fenómeno em 35% pelas alterações climáticas.

Já sobre a seca que afetou o centro dos EUA em 2012, os cientistas concluíram que a explicação reside em fatores atmosféricos naturais que têm pouco a ver com o aquecimento global.

Sobre o furacão Sandy, que causou fortes estragos nas costas dos Estados norte-americanos de Nova Jérsia e Nova Iorque, foi evocada a grande complexidade do fenómeno e a pouca visibilidade da influência humana.

"O Sandy é provavelmente o mais difícil de explicar dos fenómenos meteorológicos extremos de 2012", escreve-se no documento, especificando que "ocorreram numerosos fatores para produzir uma tamanha potência".

Mas, destacaram os cientistas, no futuro, furacões de menor intensidade poderão provocar devastações similares devido ao nível mais elevado da água do oceano, que resulta em grande parte da fusão do gelo ártico, subsequente ao aquecimento.

O gelo ártico conheceu no verão de 2012 um recuo inédito, o que, acentua-se no documento, "não se pode explicar apenas por variações naturais".

No seu último projeto de relatório, do qual foi transmitida uma parte à imprensa, em agosto, o Grupo de Peritos Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em Inglês) considera "muito provável que a influência humana sobre o clima seja responsável por mais de metade da subida da temperatura na superfície do globo entre 1951 e 2010".